Um novo boletim da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta que o fenômeno El Niño se intensificou e tem 75% de chance de se tornar histórico no último trimestre do ano (entre outubro e dezembro).
Isso quer dizer que as águas superficiais do Oceano Pacífico podem registrar o maior aquecimento já visto desde 1950 (início da série histórica oficial), ficando pelo menos 2,5°C acima da média.
Quase certeza de “Super El Niño”: A probabilidade de o aquecimento passar dos 2°C chega a 97% entre setembro e novembro e a 98% entre outubro e dezembro. O fenômeno deve continuar ativo até o outono de 2027, perdendo força a partir de abril e maio.
O que isso significa na prática para o Rio Grande do Sul?
Para o Sul do Brasil, um El Niño com essa força aumenta consideravelmente a probabilidade de tempo severo durante a primavera e o início do verão:
Volume de chuva: risco elevado de precipitações acima da média histórica.
Cheias e alagamentos: maior possibilidade de subida no nível dos rios.
Eventos extremos: temporais mais frequentes, com vendavais, granizo e risco de tempestades severas (como os tornados já observados recentemente no Estado).
Atenção: Especialistas ressaltam que isso não significa chuva todos os dias nem que todo temporal será devastador, mas sim que a atmosfera estará muito mais propensa a episódios repetidos de chuva pesada. O momento exige reforço nos sistemas de drenagem, infraestrutura e monitoramento preventivo pelos municípios.