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Alunas da Escola Elisa recebem três prêmios na Febrace

Alunas da Escola Elisa recebem três prêmios na Febrace


A premiação ocorreu de forma online, no sábado, 27

Carlos Barbosa-  A Escola Estadual de Ensino Médio Elisa Tramontina, mais uma vez foi muito bem representada em um evento a nível Nacional. Coordenadas pelas professoras Sandra Seleri e Marina Paim Gonçalves, as alunas Brenda Facchini e Sabrina Machado Zaro, foram dignas do merecimento de se tornarem reconhecidas no mundo científico. Elas participaram da 19ª edição Feira Brasileira de Ciências e Engenharia-Febrace, realizada pela Universidade de São Paulo, com um trabalho sobre o mal de Parkinson.

“A dedicação, o esforço e o entusiasmo por uma causa, venceu diversas limitações e mostrou que a escola pública também é escola de qualidade, mostrou que jovens tem excelentes ideias e só precisam de uma oportunidade, de alguém que acredite no potencial dessas ideias, mostrou que pesquisa se faz no ensino básico, se faz em casa, se faz na sala de aula, seja ela física ou virtual. Mostrou que o mundo das ideias não tem limites e essas jovens cientistas barbosenses, de escola pública, também não tem limites, elas são, como todos os meus alunos são, meu orgulho e minha motivação para ser, estar e continuar professora”, foi este o manifesto da professora Sandra Seleri.

Após ter passado por avaliação de qualificados avaliadores, em um avento que por motivo da pandemia da Covid-19 foi no formato online, as alunas, professoras, familiares, a comunidade escolar e barbosense, aguardavam com muita expectativa o resultado, o qual foi anunciado no sábado, 27. Além do reconhecimento da direção e coordenação da Febrace, a equipe da escola Elisa conquistou três prêmios no evento. (Assista o vídeo).https://fb.watch/4xDS6PyyED/

A pesquisa:

O Estudo da viabilidade da extração de Canabidioides da Ruta Graveolens para possível controle dos tremores do Parkinson. O trabalho das alunas da escola de Carlos Barbosa, na categoria Farmacologia, garantiu sua presença em diversos eventos desde a sua concepção, lá em 2019, como a Mostra CB, Mostratec e a feira de ciências da Universidade de Caxias. A motivação para esse tema surgiu devido a ambas alunas possuírem avós que sofrem do mal de Parkinson.

Elas acompanham a luta diária com essa doença e, a principal motivação para buscar mais informações sobre o assunto, foi notar que a medicação dos avós causa muita sonolência e indisposição nos idosos. Depois de muita pesquisa, elas descobriram que a medicação à base de canabidiol é comprovada cientificamente como benéfica ao cérebro, agindo no controle de contrações musculares. A medicação custa mais de R$ 3 mil e só pode ser comprada fora do Brasil, que não produz esse tipo de medicamento. Com isso, elas foram movidas pelo interesse de encontrar uma planta de fácil acesso e que também possuísse o canabidiol.

Ao constatarem que a arruda (Ruta graveolens) possui o componente, trabalharam técnicas para extraí-lo da planta. Conforme a professora Sandra, a primeira fase desse estudo foi concluída com sucesso em suas três etapas, que eram descobrir, extrair e produzir a fórmula. “Graças à vontade e a motivação das alunas foi percebido que esse, que é um trabalho de escola, pode melhorar a vida de outros avós, não só dos delas”, salientou a professora.