Vereador Cleber Coshul – PP se manifesta através de Nota de Esclarecimento sobre fatos relacionados na sessão ordinária da Câmara de Vereadores.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em face dos acontecimentos na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Carlos Barbosa, ocorrida na última segunda-feira, 27 de outubro, e da subsequente repercussão, o vereador Cleber Cohsul (Progressistas) vem a público apresentar os seguintes esclarecimentos, em respeito à verdade dos fatos e a toda a comunidade.
O debate em questão originou-se da votação do Pedido de Informação nº 14/2025, que foi legitimamente rejeitado pela maioria dos parlamentares presentes, em um processo democrático e transparente (4 votos contrários, 3 favoráveis e 1 abstenção). A divergência de opiniões é um pilar do Poder Legislativo e deve ser respeitada como tal.
No calor do debate, a vereadora Maria Rosália Freitag Cousseau (PDT), em sua fala, dirigiu-se aos vereadores que votaram pela rejeição do pedido, questionando publicamente se os homens da Casa Legislativa não iriam “honrar as calças que usam”. Tal expressão, de cunho provocativo e com clara conotação de gênero, foi o estopim para uma troca de palavras acalorada.
É importante destacar que a própria vereadora Rosália, momentos depois, reconheceu a inadequação de sua fala inicial, pedindo desculpas publicamente aos homens da casa por ter questionado se eles “honravam as calças”. Este reconhecimento demonstra que ambos os lados proferiram expressões inadequadas no calor do debate parlamentar.
Em resposta à provocação inicial, este vereador utilizou uma expressão que, reconheço, também foi inadequada para o ambiente parlamentar. Lamento se minhas palavras causaram desconforto ou foram mal interpretadas. Falha minha de dicção e oratória. Contudo, é fundamental esclarecer que em momento algum houve a intenção de proferir ameaça de qualquer natureza.
A fala, proferida em terceira pessoa (“se pegar um caboclo bem, vai mostrar porque que usa as calças”), foi uma advertência genérica sobre como provocações podem ser recebidas por terceiros, e não uma promessa pessoal de ação.
Chama atenção, porém, que apenas a minha resposta tenha repercutido na imprensa e nas redes sociais, enquanto a provocação inicial, pela qual a própria vereadora pediu desculpas, tenha sido completamente omitida da narrativa pública. Esta seletividade na divulgação dos fatos impede que a população compreenda o contexto completo do ocorrido e forme opinião baseada na verdade.
O debate parlamentar, por sua natureza, é um espaço de confronto de ideias, e a Constituição Federal garante aos vereadores a chamada imunidade parlamentar por suas palavras, opiniões e votos. Essa proteção existe justamentepara assegurar a liberdade de expressão no exercício do mandato, cabendo à própria Câmara de Vereadores a apuração de eventuais excessos.
Pelo exposto, repudio veementemente a tentativa de caracterizar o episódio como um ato de violência contra a mulher. A luta contra a violência de gênero é uma causa de extrema importância para nossa sociedade e não pode, sob nenhuma hipótese, ser banalizada ou instrumentalizada para a obtenção de vantagens em disputas políticas. Afinal, discutir semântica não salva ninguém. O que salva vidas e protege mulheres são políticas públicas eficazes, com as quais este vereador sempre esteve e continuará comprometido.
Reitero meu total respeito à vereadora Maria Rosália Freitag Cousseau, a todas as mulheres e a toda a população de Carlos Barbosa. Coloco-me à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e restabelecer a verdade dos fatos, confiando que a análise completa do contexto (incluindo a provocação inicial e o reconhecimento de erro por ambas as partes) demonstrará a ausência de qualquer ato ilícito.
Carlos Barbosa, 30 de outubro de 2025.
Atenciosamente,
Cleber Cohsul
Vereador de Carlos Barbosa/RS (Progressistas)

