Carlos Barbosa- Com a chegada da primavera ocorrida no dia 22 de setembro, começa a haver o aumento da captura de animais silvestres nas áreas urbanas do município. Isso ocorre por alguns fatores, como a busca de recursos como água e comida, além de ser um período em que eles ficam mais ativos, inclusive na busca de parceiros para reprodução. A maioria dos resgates se concentram em espécies mais corriqueiras como ouriços, lagartos e gambás.
Com o aumento da urbanização em direção a áreas que antes não eram habitadas como um dos fatores, além de serem animais que se adaptam mais facilmente a presença humana. Geralmente, a orientação dos órgãos ambientais e de profissionais técnicos é de não interferir na atividade ou trajeto dos animais citados, evitando o contato ou alimentação deste. Porém são importantes algumas observações, como perceber se há algum ferimento ou limitação no bicho. Nestes casos vai ser necessário o encaminhamento para avaliação veterinária e posterior reabilitação. Além disso, considerar o local em que o animal está, pois se for uma área altamente urbanizada e populosa, talvez haja a dificuldade de retorno para o hábitat natural.
Ainda, perceber se ele não está impossibilitado por estar numa casa cercada, com muros, preso em uma lixeira ou qualquer situação que lhe dificulte seguir seu próprio trajeto. Importante mencionar que por vezes podem aparecer alguns animais silvestres mais raros, como o veado-campeiro, o tamanduá mirim, gato maracajá, bugios etc. os quais temos casos de aparecimento na cidade. Nestes casos, seguem-se as mesmas orientações, sempre com o cuidado de observar se os animais não estão gerando riscos aos humanos ou a eles mesmos. Qualquer situação em que haja a necessidade de capturas, ou mesmo dúvidas, o acionamento dos bombeiros voluntários deve se dar pelos telefones 193 e/ou 3461-1213.
Texto e imagem: BVCB