Um homem de 54 anos foi condenado pela Justiça de Carlos Barbosa a uma pena de 22 anos e 6 meses de cadeia por estuprar e engravidar a enteada dele.
Os abusos tiveram início em 2004, quando a vítima tinha 6 anos de idade e a família residia em outro Estado. No início, o abusador se limitava a passar as mãos na menor e obriga-la a assistir filmes pornográficos com ele.
Quando a vítima tinha 12 anos de idade, a família já havia voltado a residir em Carlos Barbosa e os estupros iniciaram. O abusador era padrasto da vítima, mantinha um relacionamento com a mãe dela desde os 5 anos da menor.
Durante o período em que os estupros ocorriam, o abusador mantinha a vítima em constante vigilância e ameaça, fazendo com que ela não tivesse condições de denunciar os abusos. Quando a vítima tinha 16 anos de idade, ela engravidou do padrasto e teve o bebê.
Nesse momento, os abusos foram descobertos pela mãe da menor, no entanto, embora o padrasto e a mãe tenham terminado o relacionamento, a vítima seguiu sendo submetida a convivência com ele, sempre com constantes ameaças. Quando a vítima completou 18 anos conseguiu se desvencilhar do abusador e denunciar os fatos à polícia.
O processo criminal teve início em 2019, mas apenas em 2025 o réu foi localizado. Em janeiro deste ano foi proferida a sentença de condenação, condenando o réu a 22 anos e seis meses de reclusão, além da condenação de indenizar a vítima no montante de 25 mil reais, pelo juiz Fernando Gustavo Meireles Baima.
Ao réu foi permitido recorrer em liberdade, já que assim permaneceu ao longo de todo o processo, ele foi defendido pela Defensoria Pública.
A advogada da vítima, Jaqueline Deuner, do escritório Ferranti e Bianchini Advocacia, atuou como assistente de acusação. “Empenhamos todos os esforços para que o réu fosse condenado, a vítima fosse ouvida e pudesse ao menos ver a justiça acontecendo, depois de tantos anos de sofrimento. Ficamos felizes com a pena de 22 anos e 6 meses a qual o réu foi condenado”, disse.