A Faculdade FISUL, por meio do Programa FISUL Comunidade, desenvolveu no semestre 2025/A o projeto de extensão “Logística Reversa de Lâmpadas Queimadas: Um Estudo Aplicado na Comunidade”, iniciativa de forte impacto socioambiental.
A atividade envolveu alunos das disciplinas de Estatística Aplicada, Fundamentos de Recursos Humanos e Matemática, sob coordenação dos professores Dr. Arrigo Fontana e Me. Nédio Andreolli, em parceria com a Sicredi Serrana e a Agatti Materiais Elétricos.
O projeto mobilizou empresas e comunidade para o descarte correto de lâmpadas usadas, reforçando a conscientização sobre riscos ambientais e a importância da responsabilidade social. Os objetivos incluíram investigar práticas de logística reversa, diagnosticar programas de recolhimento, avaliar o conhecimento da população e incentivar a participação cidadã.
Ao longo do semestre, foram disponibilizados 12 pontos de coleta em Garibaldi, Carlos Barbosa, Salvador do Sul e Boa Vista do Sul. O ponto alto da campanha ocorreu em 28 de junho de 2025, com um mutirão na Praça Loureiro da Silva, em Garibaldi, que engajou ativamente a comunidade local.
O projeto também contou com palestras sobre economia circular e reciclagem, ministradas por Paula Bragagnolo (Galvanotek) e Jerferson Alberton (Bellaforma), ampliando o debate sobre sustentabilidade. Segundo o professor Arrigo, a experiência proporcionou aos acadêmicos a oportunidade de aliar pesquisa científica e prática, desde a aplicação de questionários até a análise estatística dos resultados.
O balanço final superou as expectativas: 4.076 lâmpadas recolhidas, sendo 2.470 fluorescentes de 120 cm, 395 de 60 cm e 1.211 de LED. Todo o material foi entregue à Agatti Materiais Elétricos, responsável pelo encaminhamento à Reciclus, em Caxias do Sul, garantindo a destinação ambientalmente adequada.
De acordo com os coordenadores, a ação reforça a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que exige a implantação de sistemas de logística reversa para lâmpadas e outros resíduos perigosos.
“Foi uma experiência transformadora, pois mostrou que a educação pode gerar impacto real na sociedade”, destacam os professores responsáveis.
A iniciativa demonstra como a extensão universitária pode aproximar instituição, empresas e comunidade, fortalecendo a cidadania, a consciência ambiental e a adoção de práticas sustentáveis na região.