A Secretaria da Saúde, por meio da Vigilância em Saúde do Trabalhador, realizou uma ação de conscientização voltada a profissionais da construção civil, com foco na prevenção do câncer de pele. A atividade incluiu orientações sobre identificação de lesões suspeitas, medidas preventivas e cuidados após o diagnóstico.
A palestra foi conduzida pela médica dermatologista Mônica Guzinski Rodrigues Holz, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e pela enfermeira da Vigilância em Saúde do Trabalhador, Viviane Gaspary Ardanaz.
Durante o encontro, foi destacado que trabalhadores da construção civil estão entre os grupos mais vulneráveis ao câncer de pele, devido à exposição frequente e prolongada à radiação solar. Por isso, a adoção de medidas preventivas e a detecção precoce são fundamentais para reduzir casos e evitar complicações mais graves.
Os participantes receberam informações sobre os principais tipos da doença — melanoma e não melanoma —, além de orientações sobre o uso correto de protetor solar e de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como roupas de manga longa, chapéus e bonés. Também foram incentivados a procurar avaliação médica diante de qualquer alteração persistente na pele.
Ao final da atividade, as profissionais esclareceram dúvidas dos trabalhadores e realizaram avaliações de pintas e manchas. Os casos que apresentaram necessidade foram encaminhados para consulta com dermatologista no Centro de Saúde.
O câncer de pele
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, com mais de 175 mil novos casos registrados anualmente.
Apesar da alta incidência, a doença apresenta elevados índices de cura quando diagnosticada precocemente. O câncer de pele ocorre devido ao crescimento anormal e descontrolado das células da pele.
Entre os principais sinais de alerta estão lesões assimétricas, com bordas irregulares e variação de cores. A prevenção inclui o uso diário de protetor solar, roupas adequadas e a redução da exposição ao sol, especialmente entre 10h e 16h.
O diagnóstico é feito por dermatologista, por meio de avaliação clínica e dermatoscopia, sendo a biópsia essencial para confirmação do tipo da doença.