No dia 21 de abril, a barbosense Emilene Mantonvani Bortolotto participou da 129ª Maratona de Boston, no qual vai além de uma maratona, e sim a glória de viver a maratona mais sonhada do mundo.
Participar da Maratona de Boston é muito mais do que correr 42,195 quilômetros, é viver uma parte viva da história, é realizar um sonho construído com muitos treinos, renúncias e paixão, pois é necessário conquistar o índice (tempo) para estar nela. Em 2025, tive o privilégio de cruzar a linha de chegada entre mais de 30 mil atletas que fizeram parte dessa tradição centenária, que transforma a cidade num grande palco de superação, paixão e orgulho no dia 21 de abril — o famoso Patriots’ Day.
Boston não é só uma prova — é uma história que cada corredor escreve com o próprio corpo. A largada, em Hopkinton, carrega a energia de gerações de atletas que já enfrentaram aquele percurso sinuoso e desafiador. As colinas de Newton, especialmente a temida “Heartbreak Hill”, testam não apenas as pernas, mas a alma de quem se propõe a vencê-las.
Este ano, entre mais de 30 mil corredores do mundo inteiro, sendo que o Brasil foi o quarto país com mais atletas, e entre os atletas conquistei a marca de 3:27:58, alcançando a colocação geral entre homens e mulheres 12.569, somente entre as mulheres de 12.226° na posição 3.534°, e na categoria dos 45 ao 49 anos 1.813 mulheres conquistei a posição 291°, e entre as 227 mulheres brasileiras minha colocação foi 49°. Representar o Brasil e cruzar aquela linha histórica é algo que palavras mal conseguem descrever — é preciso sentir Boston para entender.
Boston ensina que correr é muito mais que competir — é pertencer a uma história maior, feita de suor, lágrimas, superação e amor pela corrida. Para mim, foi a realização de um sonho. E a certeza de que, onde houver uma linha de largada, haverá também a vontade de seguir.