Milhões de famílias estão sendo destruídas, com pais e filhos perdidos no vício em jogos eletrônicos, numa compulsão incontrolável por jogar corrompendo virtudes, provocando endividamento e inadimplência, comprometendo a renda que garantia a alimentação, os estudos, até provocar a perda dos bens que acumularam ao longo da vida.
A Associação do Comércio, Indústria e Serviços (ACI) de Carlos Barbosa também está engajada na campanha encabeçada pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul).
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) vem alertando para danos gravíssimos à saúde pública, já em escala de epidemia, com reflexos na saúde mental, na violência doméstica, em casos de suicídios de jogadores que não percebiam saídas para as dívidas de jogos.
Entidades empresariais denunciam desfalques de funcionários corrompidos pela compulsão, perdendo a dignidade no crime para pagar o vício no jogo, alertam para o futuro e a renda que o Brasil perde para outros países.
Uma doença tão grave para a saúde da Nação brasileira vem sendo impulsionada por publicidade em redes sociais e nos meios de comunicação, com anúncios sufocando o debate na opinião pública, numa distorção dos remédios que a democracia dispõe em busca da cura.
É urgente que a classe política enfrente a situação, pelo menos com as mesmas restrições à publicidade impostas aos vícios lícitos, com tributação sobre as BETS na proporção dos prejuízos à saúde pública e economia brasileiras.