Carlos Barbosa – Em maio de 2021, uma menina de três anos, estudante do município estava em um ônibus escolar e deveria chegar até a instituição por volta das 7h, porém, isso não ocorreu e só foi encontrada quatro horas depois, ainda dentro do coletivo e presa no cinto de segurança. O caso ganhou repercussão, tanto que os pais acionaram a justiça cobrando uma indenização, a qual nesta semana foi julgada pelo Tribunal de Justiça, que determinou a condenação e pagamento de R$45 mil e as custas do tratamento psicológico da criança.
Consta no processo, o relato dos pais, os quais afirmaram que só foram avisados por volta das 12h30min que a menina não estava na escola e sim, na casa da babá da diretora da creche, sem nenhum detalhe. Ainda relataram que a menina já não usava mais fralda e que, depois do acontecido, não conseguia mais segurar a urina, que passou a ter medo de ficar sozinha e de ir para a creche.
Conforme as informações, a juíza Gabriela Irigon Pereira, relatora do caso, considerou que a criança correu risco de vida ao ficar dentro do coletivo escolar. “A menor de apenas três anos foi esquecida por mais de quatro horas no transporte escolar, estava presa ao cinto e urinou-se, numa manhã que fazia 10°C de temperatura”, disse.
Os demais juízes concordaram com o parecer de relatora para a condenação do município. Cabe ressaltar que a servidora não faz mais parte do quadro do município, nem o condutor do coletivo da empresa terceirizada.
MANIFESTAÇÃO DO MUNICÍPIO
O Município de Carlos Barbosa informa que concorda com a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça em face aos fatos ocorridos, informando que à época se solidarizou com a família e prestou todo o apoio aos pais e, principalmente, à criança.
Sensibilizados com o abalo sofrido pela criança em um ambiente que deveria ser de cuidado e zelo pelo bem-estar infantil, informamos que todos os procedimentos internos necessários relativos à ocorrência foram efetuados.
Por fim, comunicamos que a servidora que deu causa ao fato não faz mais parte do corpo de servidores e o motorista da empresa terceirizada foi substituído, desde aquele ano.
Texto GK
Foto Divulgação