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  • Saúde

Campanha do governo faz alerta para prevenção e autocuidado com HIV no Carnaval

  • Estacao FM
  • 21/02/2025
Divulgação/SES

A prevenção e o autocuidado com relação ao HIV é o tema da campanha alusiva ao Carnaval, “Bloco Eu me amo”, lançada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), nesta semana nas redes sociais. As mensagens são destinadas à população em geral e orientam que as pessoas aproveitem e se divirtam nos dias de folia, mas que se cuidem, fazendo o uso de preservativo e das demais estratégias de prevenção.

A campanha também alerta que é importante que pessoas vivendo com HIV mantenham seu cuidado e tratamento em dia, visto que carga viral indetectável é intransmissível e as pessoas podem viver com qualidade de vida.

Confira as dicas do Bloco Eu Me Amo:

  • Use sempre preservativo e informe-se sobre testes rápidos, PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e PEP (Profilaxia Pós-Exposição), que são medicamentos usados antes ou após relação sexual sem proteção.
  • Se você vive com HIV/Aids, continue se cuidando e siga com o seu tratamento. Sempre tem uma estratégia de prevenção que se adapta ao seu estilo de vida.
  • Lembre-se: álcool e drogas reduzem a sua capacidade de lidar com os riscos, então tome cuidado. Se beber não dirija, e se ouvir um não, é não.

Mais informações também estão disponíveis pela Secretaria da Saúde no site Atenção Primária/ IST-Hiv-Aids.

Epidemia generalizada

De acordo com dados da divisão de Doenças de Condições Crônicas, da SES, o Rio Grande do Sul é o 5º Estado com as maiores taxas de infecção por HIV no Brasil. A região metropolitana apresenta uma epidemia generalizada das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Isto significa que 1% da população geral, maior de 18 anos, vive com HIV. Em relação a Sífilis, estudos estimam que 7% da população tem o agravo.

Entre janeiro de 2013 e junho de 2024 (dado consolidado mais recente), o RS registrou 39.686 casos de infecção pelo HIV no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o que corresponde a 45,24% do total de casos na Região Sul do Brasil no mesmo período (87.716). A análise da série histórica mostra uma tendência inicial de crescimento no número de casos até 2015. No entanto, esse aumento foi sucedido por uma queda significativa de 32,65% em 2020, marcando um período de retração. Posteriormente, em 2021, observou-se uma recuperação parcial, com os casos apresentando um incremento de 10% em relação ao ano anterior. Nos últimos cinco anos, o Estado apresenta uma média anual de 2.633 novos casos.

Quanto aos dados da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), em 2023 a taxa de detecção no RS foi de 24,4 casos por 100 mil habitantes, representando uma redução de 43,5% em comparação com 2013, quando essa taxa era de 43,2 casos por 100 mil habitantes. Desde 2014, a taxa vem apresentando queda contínua, alcançando o menor valor da série histórica em 2020 (22,2/100 mil habitantes). Em comparação com outras unidades da federação, o RS subiu uma posição no ranking dos estados com os maiores índices, em função do aumento de 1,24%, ficando agora em 5º lugar (1º Roraima – 41,5; 2ª Amazonas – 32,5, 3º Pará – 26,2; 4º Santa Catarina – 25,8; 5º Rio Grande do Sul – 24,4).

Ao analisar os dados de mortalidade por Aids, o Rio Grande do Sul apresenta valores superiores à média nacional. Em 2023, ao comparar os coeficientes de mortalidade entre os estados, o RS ocupou a 4ª posição com o maior coeficiente, representando 6,3 óbitos por 100.000 habitantes. Destaca-se que em comparação com 2022 houve redução de 13,7%, quando o coeficiente era de 7,3.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

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